I
A pé
ando e observo.
Gigantes
cinzentos que
Me
engolem nas sombras e,
Pequenos
que caminham da mesma cor.
A pé
ando e lamento.
Tamanhos
tormentos que
Me pesam
nos ombros e,
O futuro
que trará da mesma dor.
A pé
ando e relembro.
Pequenos
momentos que
Me
arrastam nos ventos e,
O
passado que retira da mesma flôr.
II
Num
momento,
Um feixe
que me
Embate
no peito e,
Me
realça à sua luz,
O
batimento.
Um tacto
que
Se
mostra exato
E me
traz o ultimato.
Um
sentimento que
Surge
por dentro
E me
agarra ao momento.
Um
perfume que
Aumenta
o volume
E me
larga o costume.
E um
fado que
Acresce
ao pecado
E me
conclui, apaixonado.
III
O
beijo…não.
A
ausência conclui
A
presença, mutilando
A
temência.
O
amado…são.
Plural
invés de completo.
Folia
invés de leal, e
O mal
que se passa por Graal.
O
outro…sim.
A sombra
que invade
A fonte
e me
Cega o
horizonte.
O
mesmo…por fim.
A
pulsação final.
Um lago
venal.
E um
peito devorado
Pela
planta canibal.