-Fátima, queria-lhe pedir para não vasculhar todos os cantos e recantos desta casa.
-Sim, senhora, mas encontro tanta sujidade.
-Nas minhas jóias?
-Sim, senhora, algumas estavam sujas.
-Está a gozar?
-Não, senhora, estou a falar a verdade.
A patroa contraiu os lábios um contra o outro, fazendo com que o inferior quase se tornasse da cor do gesso - Até logo!
-Até logo, senhora!
Nunca me passaria pela cabeça roubar aos patrões, seria uma ofensa à ajuda que me têm oferecido. Eu disse que aceitava não limpar todos os cantos desta casa, contudo, é-me impossível saber que existe sujidade em algum lugar e não a limpar.
A sujidade é o passado e esse é o inimigo. Se deixarmos que aquilo que nos envolve esteja coberto de passado, rapidamente nos alojará sob uma lápide; engolidos por tudo o que aconteceu ou que podia ter acontecido. Eu prefiro cobrir as coisas de futuro; olhar para elas e ver o quão limpas ficarão, ver o futuro que se tornará presente.
Porque sem futuro não há presente e sem passado não há futuro.
Este Blogue contém histórias de tamanho e temas variáveis para me treinar e para partilhar algumas ideias
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Darrion Jones Inspetor- II
Os pneus gemiam a cada curva da velocidade a que o veículo se deslocava. Por quem ele passava, apitava e barafustava.
Colocara um objectivo e planeava alcançá-lo - chegar à morada que lhe tinha sido fornecida antes de acabar de fumar o cigarro. Conduzia com um braço de fora da janela e com o outro a auxiliá-lo a fumar. Por entre o chiar dos pneus, Jones encaixava notas de uma badalada - a sua melhor companhia no ofício.
O velho Mustang não fora construído para curvas, nas retas é que se destacava. Mas as rectas em Chicago nunca são muito longas; as rotações eram levadas ao limite para optimizar a velocidade, logo, sempre que a alavanca era movida, o som do motor ecoava por entre os prédios.
Colocou o pé a fundo no travão e o carro, pouco após, se imobilizou.
Abriu a porta e fechou-a com um estrondo. Olhou em volta, enviou o cigarro apenas meio fumado para o chão, afagou a barba negra e dirigiu-se à porta.
Um senhor idoso estava a passear o seu pequeno cão; parou e começou a recuar enquanto o animal se esforçava para emitir um latido. Darrion olhou de soslaio para o frágil par e eles saltaram para trás.
Bateu duas vezes à porta. Já se preparava para a abrir com um coice quando os trincos desimpediram a entrada.
-O que quer? - Indagou um homem com uma camisola de alças suja e aspeto doente.
-Entrar.
-Perdão?
-Ainda não decidi se to vou dar - Aproximou-se mais - Conhece a Jolie Pierce?
-Não, porquê? - A resposta foi demasiado rápida - É um chui?
-Algo do género - Jones ignorou o homem e entrou. Quando passou por ele, a cabeça do outro apenas lhe atingia o peito.
Procurou ainda tirar a arma do cinto, mas foi neutralizado por um murro no nariz que o fez desmaiar com um estrondo. Guardou a arma do outro e começou a busca.
Colocara um objectivo e planeava alcançá-lo - chegar à morada que lhe tinha sido fornecida antes de acabar de fumar o cigarro. Conduzia com um braço de fora da janela e com o outro a auxiliá-lo a fumar. Por entre o chiar dos pneus, Jones encaixava notas de uma badalada - a sua melhor companhia no ofício.
O velho Mustang não fora construído para curvas, nas retas é que se destacava. Mas as rectas em Chicago nunca são muito longas; as rotações eram levadas ao limite para optimizar a velocidade, logo, sempre que a alavanca era movida, o som do motor ecoava por entre os prédios.
Colocou o pé a fundo no travão e o carro, pouco após, se imobilizou.
Abriu a porta e fechou-a com um estrondo. Olhou em volta, enviou o cigarro apenas meio fumado para o chão, afagou a barba negra e dirigiu-se à porta.
Um senhor idoso estava a passear o seu pequeno cão; parou e começou a recuar enquanto o animal se esforçava para emitir um latido. Darrion olhou de soslaio para o frágil par e eles saltaram para trás.
Bateu duas vezes à porta. Já se preparava para a abrir com um coice quando os trincos desimpediram a entrada.
-O que quer? - Indagou um homem com uma camisola de alças suja e aspeto doente.
-Entrar.
-Perdão?
-Ainda não decidi se to vou dar - Aproximou-se mais - Conhece a Jolie Pierce?
-Não, porquê? - A resposta foi demasiado rápida - É um chui?
-Algo do género - Jones ignorou o homem e entrou. Quando passou por ele, a cabeça do outro apenas lhe atingia o peito.
Procurou ainda tirar a arma do cinto, mas foi neutralizado por um murro no nariz que o fez desmaiar com um estrondo. Guardou a arma do outro e começou a busca.
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Darrion Jones Inspetor - I
-Diz-me tudo o que sabes! - Ordenou.
-Eu não sei nada! Eu juro!
-A mim parece-me que sabes. - Colocou a mão na fita que comandava as persianas - Estou sem tempo.
A atitude do homem obeso que se afundava na cama alterou-se drasticamente - Não, por favor! Não faça isso!
-Então, conta-me o que sabes!
-Ah...eu...ah...
O homem que estava de pé ficou enervado - Acabou o tempo! - Puxou a corda e as persianas iniciaram o processo de ascensão.
Há medida que se iam separando, os olhos da criatura reflectiam um terror crescente. Quando a luz do dia entrou pelo quarto adentro, juntamente com ela, vieram gritos.
-Ah! Fecha isso! Por favor, fecha!
-Diz-me o que sabes!
O obeso tapou-se com os lençóis e manteve-se em silêncio.
A passos largos, o inspetor aproximou-se da cama e destapou o outro. Expôs, como destinatário dos raios solares, uma criatura pálida, coberta de pneus e a guinchar.
-Fecha isso! Por favor, fechas as persianas!
O detetive encarava-o com um sorriso poderoso - Vais-me contar tudo o que sabes?
No meio de gritos, respondeu - Sim, eu conto! Eu conto!
O inspetor puxou a corda e cimentou as escadas das persianas umas em cima das outras, não deixando entrar luz no quarto.
A ofegar e com um olhar aliviado, disse-lhe - Ah, estava a morrer...A minha espécie não aguenta muita luz...
-A tua espécie?
-Você não vai entender...
-Nem o pretendo. Onde está a Jolie?
Pairou apenas silêncio acompanhado pelo ofegar na sala. Depois, Doug, declarou em baixo tom, quase sem se fazer ouvir - Não sei...
-O quê?
Subiu um pouco o tom de voz - Não lhe sei dizer onde ela está.
-Não sabes?
-Não. Só me foi pedido para identificar o carro da mãe dela, nada mais.
O inspetor encostou-se ao parapeito da janela. Tirou um cigarro e um isqueiro zipper com a Marilyn Monroe ilustrada. Acendeu o cigarro e deu um longo bafo, fazendo com que o fumo desenhasse arcos naquele quarto parado e quase sem luz.
-Pois, eu acho que não estás a tentar devidamente. - Agarrou na alavanca e deteve-se, com o olhar fixo em Doug. Retomou a puxá-la lentamente.
-Não, por favor, pare.
-O quê? Não te consigo ouvir...
-Pare!
Darrion Jones foi cantando uma badalada western, enquanto ia deixando entrar no quarto raios de sol.
-Pára, seu cabrão! Pára!
-Ela viu-me no horizonte...
-Fecha essa merda!
Já se viam claramente os contornes do recheio do quarto.
-Seu filho da puta! Fecha essa merda!
-Com pés de cavalo e coração de víbora...
Doug soltava grunhidos e alguns palavrões.
-Não resistiu ao meu serpentear. Guardei-a no meu coldre...
-A matrícula do carro é AK 47 FU! Eles seguiram no carro da mãe dela!
-Estás a gozar?
-Não, é mesmo assim, por favor!
Darrion puxou a corda e a penumbra instalou-se no quarto.
-Se me estiveres a mentir, vais cozinhar até ao fim da badalada.
-Eu não sei nada! Eu juro!
-A mim parece-me que sabes. - Colocou a mão na fita que comandava as persianas - Estou sem tempo.
A atitude do homem obeso que se afundava na cama alterou-se drasticamente - Não, por favor! Não faça isso!
-Então, conta-me o que sabes!
-Ah...eu...ah...
O homem que estava de pé ficou enervado - Acabou o tempo! - Puxou a corda e as persianas iniciaram o processo de ascensão.
Há medida que se iam separando, os olhos da criatura reflectiam um terror crescente. Quando a luz do dia entrou pelo quarto adentro, juntamente com ela, vieram gritos.
-Ah! Fecha isso! Por favor, fecha!
-Diz-me o que sabes!
O obeso tapou-se com os lençóis e manteve-se em silêncio.
A passos largos, o inspetor aproximou-se da cama e destapou o outro. Expôs, como destinatário dos raios solares, uma criatura pálida, coberta de pneus e a guinchar.
-Fecha isso! Por favor, fechas as persianas!
O detetive encarava-o com um sorriso poderoso - Vais-me contar tudo o que sabes?
No meio de gritos, respondeu - Sim, eu conto! Eu conto!
O inspetor puxou a corda e cimentou as escadas das persianas umas em cima das outras, não deixando entrar luz no quarto.
A ofegar e com um olhar aliviado, disse-lhe - Ah, estava a morrer...A minha espécie não aguenta muita luz...
-A tua espécie?
-Você não vai entender...
-Nem o pretendo. Onde está a Jolie?
Pairou apenas silêncio acompanhado pelo ofegar na sala. Depois, Doug, declarou em baixo tom, quase sem se fazer ouvir - Não sei...
-O quê?
Subiu um pouco o tom de voz - Não lhe sei dizer onde ela está.
-Não sabes?
-Não. Só me foi pedido para identificar o carro da mãe dela, nada mais.
O inspetor encostou-se ao parapeito da janela. Tirou um cigarro e um isqueiro zipper com a Marilyn Monroe ilustrada. Acendeu o cigarro e deu um longo bafo, fazendo com que o fumo desenhasse arcos naquele quarto parado e quase sem luz.
-Pois, eu acho que não estás a tentar devidamente. - Agarrou na alavanca e deteve-se, com o olhar fixo em Doug. Retomou a puxá-la lentamente.
-Não, por favor, pare.
-O quê? Não te consigo ouvir...
-Pare!
Darrion Jones foi cantando uma badalada western, enquanto ia deixando entrar no quarto raios de sol.
-Pára, seu cabrão! Pára!
-Ela viu-me no horizonte...
-Fecha essa merda!
Já se viam claramente os contornes do recheio do quarto.
-Seu filho da puta! Fecha essa merda!
-Com pés de cavalo e coração de víbora...
Doug soltava grunhidos e alguns palavrões.
-Não resistiu ao meu serpentear. Guardei-a no meu coldre...
-A matrícula do carro é AK 47 FU! Eles seguiram no carro da mãe dela!
-Estás a gozar?
-Não, é mesmo assim, por favor!
Darrion puxou a corda e a penumbra instalou-se no quarto.
-Se me estiveres a mentir, vais cozinhar até ao fim da badalada.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Fantasias Faialenses
Nenhuma imagem me poderia ter preparado para o filme que à minha frente se desenrolou: de um lado, uma ilha verdejante com habitações a escalarem a sua inclinação; e do outro, mais ao longe, um dedo de rocha que tentava tocar à porta do reino da divindade.
Revivo o passado e dou início a uma jornada épica, cujo álbum de imagens do Prólogo está finalmente completo.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Ecrãs que Refletem
Este mundo, este novo mundo inundado por fios e tomadas, e agora, por dispositivos wireless. O que acham vocês disto? - Indagou o senhor de barba e alma fartas.
Passados uns segundos, um aluno sentado ao fundo da sala, respondeu - É algo necessário. Embora o professor tenha dito isso num tom depreciativo, não seria possível ter uma vida tão confortável como a temos sem estes dispositivos - Após esta resposta, os olhos da sala voltaram-se para o senhor de idade, que se apoiava pensativamente numa bengala.
-É um bom ponto. Contudo, será este conforto algo de positivo?
-Claro, professor. Sem ele, teríamos de caçar para sobreviver; e a própria esperança média de vida seria muito inferior.
-Não me expressei bem - Afagou lentamente a barba - Será bom nestas quantidades?
- Foi apenas "com estas quantidades" que eu, e todos os que deste lado estão, vivemos. Não conheço outra forma.
-Eu compreendo isso. Daí eu estar aqui: uma pessoa que carrega mais alguns anos - Deslocou-se para a primeira fila de mesas e sentou-se numa que estava vazia - Com as tecnologias não vem apenas conforto. Somos obrigados a viver ao ritmo das máquinas; mas elas não precisam de comer, beber e ir à casa de banho. Somos obrigados a estar acordados vinte e quatro horas; mesmo estando a dormir, sonhamos com tecnologias ou com algo que delas deriva.
"Quando estamos acordados, a nossa mente, a nossa imaginação está gasta e embaciada devido a excesso de estímulo tecnológico."
"Ao surfarmos no mar, tiramos a água dos ouvidos através de uma descompressão ou de algo do género. Ao surfarmos na internet, isso não se sucede pois não somos nós que surfamos, mas o nosso cérebro e este, não tem ouvidos nem seios perinasais - Temos o cérebro afogado por ecrãs.
-O que afirma é que estamos a desgastar a nossa imaginação , a nossa mente, devido a tecnologias?
-A única coisa que afirmo e que quero que tenham presente é o seguinte: passem menos tempo à frente de ecrãs, mesmo que vos pareça necessário, pois esse é um dos efeitos secundários. Terão a mente mais limpa; vocês não dizem que os vidros já estão limpos quando ainda estão molhados, pois não?
-Não!- Ecoou a turma.
-Então sequem a vossa mente. Observem, cheirem, toquem, oiçam e saboreiem a vida porque ela, ao contrário dos ecrãs negros, transparecer-vos-à a verdade e não um reflexo.
Todos se levantaram após ouvirem aquele discurso de palavras gastas, mas nutridas, pela vida.
Passados uns segundos, um aluno sentado ao fundo da sala, respondeu - É algo necessário. Embora o professor tenha dito isso num tom depreciativo, não seria possível ter uma vida tão confortável como a temos sem estes dispositivos - Após esta resposta, os olhos da sala voltaram-se para o senhor de idade, que se apoiava pensativamente numa bengala.
-É um bom ponto. Contudo, será este conforto algo de positivo?
-Claro, professor. Sem ele, teríamos de caçar para sobreviver; e a própria esperança média de vida seria muito inferior.
-Não me expressei bem - Afagou lentamente a barba - Será bom nestas quantidades?
- Foi apenas "com estas quantidades" que eu, e todos os que deste lado estão, vivemos. Não conheço outra forma.
-Eu compreendo isso. Daí eu estar aqui: uma pessoa que carrega mais alguns anos - Deslocou-se para a primeira fila de mesas e sentou-se numa que estava vazia - Com as tecnologias não vem apenas conforto. Somos obrigados a viver ao ritmo das máquinas; mas elas não precisam de comer, beber e ir à casa de banho. Somos obrigados a estar acordados vinte e quatro horas; mesmo estando a dormir, sonhamos com tecnologias ou com algo que delas deriva.
"Quando estamos acordados, a nossa mente, a nossa imaginação está gasta e embaciada devido a excesso de estímulo tecnológico."
"Ao surfarmos no mar, tiramos a água dos ouvidos através de uma descompressão ou de algo do género. Ao surfarmos na internet, isso não se sucede pois não somos nós que surfamos, mas o nosso cérebro e este, não tem ouvidos nem seios perinasais - Temos o cérebro afogado por ecrãs.
-O que afirma é que estamos a desgastar a nossa imaginação , a nossa mente, devido a tecnologias?
-A única coisa que afirmo e que quero que tenham presente é o seguinte: passem menos tempo à frente de ecrãs, mesmo que vos pareça necessário, pois esse é um dos efeitos secundários. Terão a mente mais limpa; vocês não dizem que os vidros já estão limpos quando ainda estão molhados, pois não?
-Não!- Ecoou a turma.
-Então sequem a vossa mente. Observem, cheirem, toquem, oiçam e saboreiem a vida porque ela, ao contrário dos ecrãs negros, transparecer-vos-à a verdade e não um reflexo.
Todos se levantaram após ouvirem aquele discurso de palavras gastas, mas nutridas, pela vida.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
A Primeira Vez
Quando eu e os meus pais viemos visitar esta casa, oh que bonitas são as memórias. Todos os sentidos eram esmagados pela novidade. Cada uma das paredes brancas da casa era como uma tela por pintar, cheias de ideias que mais tarde a inundaria de cores. O ar que me entrava pelas narinas trazia perfumes novos, novas fragrâncias que acompanhavam as visões do meu futuro. Um toque em qualquer componente da casa fazia com que o próprio sangue fervilhasse de excitação. Um passo dentro da casa, não era um passo, mas o passo.
A infância está cheia de novidades, cheia de cores, cheia de sons e de individualidade. Por outro lado, a rotina erode-nos os sentidos, desfoca-nos as cores, entope-nos o nariz de ranho e os ouvidos de cera. Aquilo que já conhecemos é o pó que nos impede de tocarmos em algo de novo; é o acrescentar de mais uma peça e não o criar da primeira.
Cada uma das paredes da casa passa a ser apenas as vulgares, não tão limpas quanto se desejaria, paredes da casa. O perfume desta ou não se capta, ou é desagradável, o cheiro do passado amontoado. As minhas mãos calosas já me impedem de sentir os órgãos deste memorial. E um passo lá já não é o passo, mas outro de muitos, até ser o último.
A infância está cheia de novidades, cheia de cores, cheia de sons e de individualidade. Por outro lado, a rotina erode-nos os sentidos, desfoca-nos as cores, entope-nos o nariz de ranho e os ouvidos de cera. Aquilo que já conhecemos é o pó que nos impede de tocarmos em algo de novo; é o acrescentar de mais uma peça e não o criar da primeira.
Cada uma das paredes da casa passa a ser apenas as vulgares, não tão limpas quanto se desejaria, paredes da casa. O perfume desta ou não se capta, ou é desagradável, o cheiro do passado amontoado. As minhas mãos calosas já me impedem de sentir os órgãos deste memorial. E um passo lá já não é o passo, mas outro de muitos, até ser o último.
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