
Duas horas, dizem eles, a bordo da viagem ao passado. Cento e vinte minutos de conversa para o lado, piadas explosivas e respiração intermitente de excitação. Cento e vinte minutos a beber de um batido de memórias e fotografias com travo a leite.
Nenhuma imagem me poderia ter preparado para o filme que à minha frente se desenrolou: de um lado, uma ilha verdejante com habitações a escalarem a sua inclinação; e do outro, mais ao longe, um dedo de rocha que tentava tocar à porta do reino da divindade.

Colocámos os pés em terreno insular e vimos tudo aquilo que me estava destinado: o escorrer de caules e folhas por uma colina abaixo, sendo temperados por um nevoeiro intrigante e por um pequeno lago no seu centro; os primeiros passos de encontro ao portão vermelho do primeiro eu; o caminhar sobre o próprio terreno que me havia tentado engolir; e a explosão de imagens que me afastou do presente.
Revivo o passado e dou início a uma jornada épica, cujo álbum de imagens do Prólogo está finalmente completo.
Está muito bem conseguido ! Uma prosa poética fluida, entremeada de imsgens, cheiros e emocoes. Adorei !
ResponderEliminarObrigado, espero conseguir agradar à sua sinestesia com os textos que se seguirão
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