-Não sabes? Eu não sou o homem que matou a tua mulher. Sou apenas um dos muitos - Riu-se - Porque ela morreu lentamente, cm a cm. Uma pessoa diferente, um espectro de novos gritos - Lambeu-se - Oh, que linda que era quando gritava!
Ele continuou a falar e a descrever horrores. Mas eu já não o ouvia.
Tinha vindo atrás daquele que matou o meu coração e agora ele dizia-me que este não tinha parado de bombear. Afirmava que o tinham puxado em todas as direcções, em todos os ângulos, até não bombear sangue, mas chorá-lo.
Através de um corrente eléctrica repentina que ascendeu para o meu corpo através do meu dedo anelar, senti água. Água que escorria do interior do meu peito. Uma zona que havia estado congelada, parada no tempo, desde que tinha recebido a notícia, à espera daquele momento.
A energia ascendente tinha alcançado o meu peito e entrado no seu núcleo com um, e apenas um, objectivo.
-Todos a matámos. Mas, por viver contigo, ela já estava em parte morta. - Soltou uma gargalhada que foi travada por um apertar no pescoço de uma superior magnitude. O ar já não lhe chegava.
Serrei os dentes e contive toda aquela energia. Apenas soltei uns rugidos, não queria que se dissipasse com um grito.
Apertei-o e levantei-o bem alto, apenas com uma mão. De seguida, atirei-o para o chão. Antes que se levantasse, eu já estava em cima dele a bater-lhe com a coronha da arma, a reivindicar o fluído carnal, como um trovão rubro.
Sem comentários:
Enviar um comentário